Chapecó sem Homofobia
domingo, 8 de maio de 2011
17 de Maio, Dia Internacional de Combate à Homofobia
Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.
Apesar deste reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação da diversidade sexual, as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) ainda sofrem cotidianamente as conseqüências da homofobia, que pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional aos homossexuais: pessoas que têm atração afetiva e sexual para pessoas do mesmo sexo.
A homofobia se manifesta de diversas maneiras, e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até o assassinato de LGBT. Nestes casos, a fobia, essa sim, é uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente, por uma pessoa do mesmo sexo. Ao matar a pessoa LGBT, a pessoa que tem essa fobia procura “matar” a sua própria homossexualidade. A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. Infelizmente, também, os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas LGBT podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito.
Para tanto, o Dia 17 de Maio, além de relembrar que a homossexualidade não é doença, tem uma característica de protesto e também de denúncia.
Postado por. Associação Brasileira AGBLT - Disponível em: http://www.abglt.org.br/port/homofobia.php
O DIREITO À DIVERSIDADE SEXUAL TAMBÉM É DIREITO HUMANO!
No dia 17 de maio é comemorado o Dia Internacional de luta contra a homofobia.
No ano passado, o projeto de lei de criminalização da homofobia no Brasil, sofreu uma moção de repúdio da Câmara dos Vereadores da cidade de Chapecó -SC, sob alegação de que "homofobia não existe em chapecó".Para que todos se situem, a homofobia é um processo de exclusão, agressão, violência e hostilidade contra os homoafetivos (e derivações do termo como lesbofobia, transfobia, putafobia, entre outros, são verificados dentro do mesmo fenômeno), que é produto histórico da norma heterocêntrica que vivemos, e que valoriza apenas a heteroafetividade como a "correta", "normal" e "natural", baseando-se em preceitos religiosos cristãos, monoteístas e patriarcais; além de discursos biologizantes do sexo (a sexualidade "natural" é aquela da qual emerge a reprodução).
Porém, o ser humano NÃO é apenas biológico. O homem é biopsicossocial e histórico-cultural. Neste sentido, pelo menos quatro dimensões da sexualidade são deixadas de fora, cada vez que consideramos apenas a heteroafetividade enquanto "natural". Mas em contrapartida, considerando todas estas dimensões humanas de relação, podemos afirmar que ser homoafetivo é tão "normal", "natural" e "correto", quanto ser heteroafetivo.
Portanto, gostariamos de convidar a todos, enquanto Coletivo do Movimento Estudantil, AMB (Articulação de Mulheres Brasileiras e GRAF (Grupo de Ação Feminista), a participarem do ato contra a homofobia no dia 17 de maio, das 8 da manhã as 17 horas da tarde, que acontecerá na Praça Coronel Bertaso, no centro de Chapecó.
É importante reafirmar a participação de todos e todas que já estão, ou que gostariam de estar lutando pela causa.
A homofobia deve ser criminalizada, pois a vivência afetiva de cada um deve ser respeitada, diante dos direitos humanos.
Esperamos a presença de todos vocês no dia 17 de maio, as 8 da manhã na praça, para nos ajudarem a entregar material informativo, e coletarmos assinaturas para um abaixo assinado, que será entregue na Câmara de Vereadores.
Vamos mostrar nossa força, enquanto gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes!
Vamos mobilizar Chapecó!
O DIREITO À DIVERSIDADE SEXUAL TAMBÉM É DIREITO HUMANO!
Atenciosamente
Lucas Guerra
Presidente do CA de Psicologia da UNOCHAPECÓ/ Membro Coletivo do Movimento Estudantil de Chapecó.
No ano passado, o projeto de lei de criminalização da homofobia no Brasil, sofreu uma moção de repúdio da Câmara dos Vereadores da cidade de Chapecó -SC, sob alegação de que "homofobia não existe em chapecó".Para que todos se situem, a homofobia é um processo de exclusão, agressão, violência e hostilidade contra os homoafetivos (e derivações do termo como lesbofobia, transfobia, putafobia, entre outros, são verificados dentro do mesmo fenômeno), que é produto histórico da norma heterocêntrica que vivemos, e que valoriza apenas a heteroafetividade como a "correta", "normal" e "natural", baseando-se em preceitos religiosos cristãos, monoteístas e patriarcais; além de discursos biologizantes do sexo (a sexualidade "natural" é aquela da qual emerge a reprodução).
Porém, o ser humano NÃO é apenas biológico. O homem é biopsicossocial e histórico-cultural. Neste sentido, pelo menos quatro dimensões da sexualidade são deixadas de fora, cada vez que consideramos apenas a heteroafetividade enquanto "natural". Mas em contrapartida, considerando todas estas dimensões humanas de relação, podemos afirmar que ser homoafetivo é tão "normal", "natural" e "correto", quanto ser heteroafetivo.
Portanto, gostariamos de convidar a todos, enquanto Coletivo do Movimento Estudantil, AMB (Articulação de Mulheres Brasileiras e GRAF (Grupo de Ação Feminista), a participarem do ato contra a homofobia no dia 17 de maio, das 8 da manhã as 17 horas da tarde, que acontecerá na Praça Coronel Bertaso, no centro de Chapecó.
É importante reafirmar a participação de todos e todas que já estão, ou que gostariam de estar lutando pela causa.
A homofobia deve ser criminalizada, pois a vivência afetiva de cada um deve ser respeitada, diante dos direitos humanos.
Esperamos a presença de todos vocês no dia 17 de maio, as 8 da manhã na praça, para nos ajudarem a entregar material informativo, e coletarmos assinaturas para um abaixo assinado, que será entregue na Câmara de Vereadores.
Vamos mostrar nossa força, enquanto gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes!
Vamos mobilizar Chapecó!
O DIREITO À DIVERSIDADE SEXUAL TAMBÉM É DIREITO HUMANO!
Atenciosamente
Lucas Guerra
Presidente do CA de Psicologia da UNOCHAPECÓ/ Membro Coletivo do Movimento Estudantil de Chapecó.
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